terça-feira, 7 de julho de 2015

A TV Universitária e o papel de produzir informação e debates qualificados


Na primeira conversa do Sentidos TV UFMG com a comunidade acadêmica da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, participaram o pró-reitor de Graduação da Universidade, Ricardo Takahashi e a pró-reitora adjunta de Extensão, Cláudia Mayorga.

Ricardo Takahashi, pró-reitor de Graduação UFMG

Neste post, destacamos as principais contribuições do professor Takahassi, que iniciou as discussões abordando a importância de reflexões acerca dos papéis da comunicação dentro da Universidade. Ele enfatizou a relevante mediação promovida pelo Centro de Comunicação — Cedecom UFMG, entre:

1) Universidade <- -> 2) Sociedade <- -> 3) Público interno

De acordo com Takahashi, a comunicação torna visível ao público interno as políticas e as produções interessantes da UFMG, além de tornar possível à comunidade acadêmica conhecer a si e se reconhecer, promovendo o Cedecom como parte constitutiva da instituição.

Assim, torna-se importante às mídias da Universidade os questionamentos comunicacionais sobre:

— o que vai se fazer com o que é produzido na UFMG?
— o que interessa ao público, à cidade e ao País?
— como mostrar ao público o que a UFMG faz?

O que é ser universidade hoje?

Para o pró-reitor, a sociedade investe um voto de confiança nas universidades, pois percebe, ao longo dos tempos, os benefícios tragos por elas, como o desenvolvimento social e econômico, e a geração de riquezas. No entanto, as mudanças sociais contemporâneas fazem com que tal voto de confiança não seja gratuito, e, com isso, instituições como a UFMG precisem se sustentar e se inserir nos debates sociais. Isso se dá porque não é a Universidade (ou as universidades) quem define o que é importante, são os debates públicos.

Em tal contexto, Takahashi observa que a sustentação da confiança social na Universidade pode se dar quando a Universidade ocupar o papel de, por meio dos canais de comunicação que possui, promover:

— uma agenda de temas que sejam estratégicos politicamente e socialmente, tornando-a disponível à sociedade;
— produzir e tornar circulantes informações e debates qualificados.

Audiência e rankings

Em relação à audiência de uma TV Universitária, como a TV UFMG, o pró-reitor de Graduação da UFMG destaca que o principal não é a busca por ibope, mas, sim a difusão das opiniões e o alcance. Para ele, nas métricas, uma TV Universitária pode representar apenas um traço de audiência, mas é um traço que se propaga e alcança grupos importantes na sociedade.

Enquanto bases comparativas e amostras do valor das universidades, o professor cita ainda os rankings científicos. Apesar das boas colocações da UFMG em tais levantamentos, Takahashi observa ser fundamental melhorar o posicionamento da Universidade nos indicativos acerca da presença na Web. Tais indicativos avaliam, segundo o professor, a quantidade de informação que uma universidade disponibiliza na Internet. Por isso, ele acredita que as mídias do Cedecom UFMG podem contribuir para a Universidade ter mais informação qualificada na rede.

Mesmo que a a civilização contemporânea enfrente diversos tensionamentos e mudanças, o pró-reitor afirma que a sociedade ainda não encontrou outra instituição que não seja a universidade para suprir os sujeitos de informação qualificada e de utilidade, sendo útil às mídias internas refletir sobre e ocupar o referido papel social.

Sugestões para  a TV UFMG

Finalizando as discussões, Takahashi fez algumas sugestões para a equipe da TV UFMG buscar incluir ainda mais em suas rotinas:

a) a diversidade da comunidade — mostrar as das minorias sociais presentes na UFMG, como negros, mães estudantes etc. tornando possível a professores, estudantes, servidores e também ao público externo, conhecer tais grupos, além de permitir que a diversidade se reconheça na Universidade ao assistir as produções da TV. Para o pró-reitor, mostrar a diversidade contribui também para que a comunidade externa possa perceber que é possível fazer parte da UFMG, ser dela um estudante;

b) tempo de reflexão — mesmo com a rotina atribulada da produção jornalística, é preciso incluir um tempo de reflexão para os profissionais, um momento para tornar possível oferecer produtos diferenciados;

c) presença no site da UFMG — ter chamadas no site da Universidade para matérias da TV que mostrem a diversidade da comunidade acadêmica;

d) mostrar a realidade e não propagandear — apresentar nas produções a realidade e os problemas da UFMG, promovendo um uso para conscientizar e não um uso para fazer propaganda da Universidade.

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